O mar faz parte de nós. Vivemos perto do mar e não à beira mar, mas sempre que queremos lá vamos nós respirar um pouco de maresia. A desculpa desta vez foi um concurso de fotografia para a escola do índio mais velho. O tema era o mar, o nosso mar. Como podíamos não participar, não é?
Foi o primeiro domingo depois da mudança da hora para o horário de inverno e estava um final de tarde mágico. Não eramos os únicos a admirar as cores do céu mas o mar era só nosso.
O que vos contar a seguir é segredo. Falhei na data de entrega da fotografia na escola e só depois de a entregar é que reparei. Eu tinha fixado uma data e pensei que essa seria a data da entrega da fotografia, mas não era! Era a data da selecção da fotografia vencedora. Podem imaginar como me senti? Ele não se apercebeu, porque a professora aceitou na mesma a fotografia que fará parte da exposição na escola (penso eu). Mas eu fiquei tão triste, tão furiosa comigo mesma. E pensar que tinha a fotografia pronta a tempo. Chorei nessa noite depois de eles terem adormecido, por não ter estado com mais atenção, por não ter lido bem o papel, por tudo. Por estar cansada e saber que também por vezes falho...mas não quero falhar com eles!
Mas depois acordei e sabem o que mais? O nosso momento a fotografar foi o mais importante, termos vivido aquele momento em família, ele a fotografar todo contente com o meu telefone (quem me segue no instagram deve ter visto aquele registo fantástico de final de tarde). A felicidade deles a verem a força com que as ondas rebentavam. A luz no céu. O passeio que demos a pé. Aquele momento que foi só nosso e ainda hoje eles falam dele. Isso foi o mais importante! Mais importante que qualquer prémio.
A foto que escolhemos para o dito concurso foi a primeira deste conjunto de três.
Avaliem-me lá! Não estão lindas as nossas fotos do nosso mar?















